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Há 63 anos, um grupo de homens de Juiz de Fora e região foi enviado à Itália para combater o exército nazi-fascista, durante a II Guerra Mundial. Entre voluntários e convocados pelo Governo - na sua maioria agricultores e pequenos comerciantes -, os jovens mineiros integraram o III Batalhão do 11º Regimento da Infantaria de São João del Rei. Conhecido como Lapa Azul, esse grupo de jovens lutou pela democracia e colaborou para que a atuação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na guerra fosse vitoriosa. Para evitar que essa história de glórias e fracassos caísse no total esquecimento, o acervo histórico do país acaba de ganhar uma importante contribuição: o documentário Lapa Azul, do diretor Durval Lourenço Pereira Júnior, também major do exército, que vai ser lançado hoje, às 18h30, no Cine Alameda, em sessão única.
Através de filmes, fotografias e depoimentos dos ex-combatentes juizforanos, o documentário promete lançar luz sobre o conflito internacional dando voz aos soldados de infantaria. “Com isso, a população pode tomar conhecimento dos fatos por uma outra ótica e dessa forma, preservar a memória desses homens”, diz o diretor. Além de “cuidar” da memória dos “pracinhas”, o major também destaca a necessidade de se fazer a homenagem aos veteranos em vida. “O mais novo que eu entrevistei tem 83 anos. A associação que eles mantinham já fechou as portas porque não têm mais condições. Se não fizermos nada, daqui a pouco ninguém mais vai se lembrar”.

O projeto, produzido com recursos da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, também contou com o apoio de historiadores italianos e dos Estados Unidos. Com a falta de recursos para filmar na Itália, o documentarista lançou mão de imagens digitalizadas, produzidas com o auxílio de material fornecido pela Nasa. Para chegar ao resultado final, foram produzidas mais de 120 horas de entrevistas junto aos remanescentes do III Batalhão, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Sem o apoio de todos os envolvidos, seria inviável levar esse projeto adiante”, comenta Durval. Ele completa: “Em prol da memória nacional, espero poder realizar outros documentários desse tipo. A nossa história é muito rica e pouco explorada.”

Em DVD
Além de ser exibido hoje no cinema, o documentário estará disponível em locadoras da cidade. Também é possível adquirir uma cópia do DVD através do site www.lapaazul.com “Vale a pena conferir o resultado. Conseguimos colher histórias únicas. Experiências pessoais de glórias, de covardia e de vitória. É emocionante e é a história dos nossos conterrâneos”, conta o diretor.

Tatyane Fávero
Repórter - Tribuna de Minas Gerais

 

+ Joyeux Noël / Feliz Natal - (artigo dez/07)

Na grande guerra de 1914/18, houve um cessar-fogo na noite de Natal. Foi na França, ocupada pelos alemães. Franceses e seus aliados escoceses, mais os alemães, matavam-se nas trincheiras quando um casal de cantores líricos da Alemanha tomou a iniciativa de entoar canções natalinas, o que levou ao cessar-fogo que durou somente aquela noite, a do Natal de 1914. Inimigos abraçaram-se e confraternizaram. O caso - localizado - foi tratado, literalmente, como segredo de guerra. Revelado, deu origem ao filme de Christian Carion.

 
+ Valkyrie - (artigo nov/07)

Começou a ser rodado, no aeroporto de Tempelhof, na capital alemã, o novo filme protagonizado por Tom Cruise: Valquíria. O ator norte-americano interpreta o herói da "resistencia" alemão Claus von Stauffenberg, o homem que a 20 de Julho de 1944 tentou assassinar Adolf Hitler. Nos últimos dias, Berlim e Brandenburgo têm sido cenário de cenas desta grande produção, tal como a localidade de Klein-Köris, a 60 quilómetros da capital, onde foi construída uma réplica do esconderijo de Stauffenberg. Cruise queria filmar mais cenas no centro de Berlim, como por exemplo em Bendlerblock, local onde Claus von Stauffenberf foi executado, mas o Governo alemão não autorizou. O ministro da Defesa, Franz-Josef Jung, entende que filmar nos locais históricos daria mais autencidade ao filme, mas retiraria dignidade ao local.

 
 
Stauffenberg
Autor: Garry Graber
"Hitler está morto", afirmava Stauffenberg. "foi como se uma granada de 150mm houvesse explodido onde ele se encontrava, arrasando tudo. É impossível que alguém tenha sobrevivido."
Mas ele estava enganado: o "Führer" se encontrava bem vivo. O seu gesto foi, porém, tão bravo, que merecidamente o dia 20 de julho de 1944 passou a chamar-se o "Dia de Stauffenberg".
Valor: R$ 21,00 + postagem
OBS.: Livro fora de catálogo, semi-novo. A confirmar estoque.

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