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O
realizador polaco Andrzej Wajda vai
fazer um filme sobre o massacre da floresta
de Katyn, ocorrido na Polónia,
durante a II Guerra Mundial, quando
mais de 20 mil prisioneiros de guerra
polacos foram assassinados pelos soviéticos,
em Março de 1940.
Os
restos mortais das vítimas foram
encontrados pelos alemães em
1943, que culparam os soviéticos.
Um ano depois, com o recuo do exército
de Hitler, foi a vez dos soviéticos
culparem os alemães pelo massacre.
Só em 1989, já com Mikahil
Gorbachev no poder, é que a União
Soviética admitiu publica e oficialmente
que tinha sido a sua polícia
secreta, a NKVD, a responsável
pelo massacre.
O
pai de Wajda foi um dos militares então
executados. Jakob Wajda tinha 40 anos
na altura, e a sua morte deixou a família
sem sustento, precipitando-a na pobreza
e obrigando a mãe do cineasta
a arranjar um emprego para conseguirem
sobreviver. "O verdadeiro herói
desta história é a minha
mãe", referiu Andrzej Wajda
à agência polaca TASR.

O
MESTRE WAJDA FINALMENTE FAZ 'KATYN'
O 58º Festival de Berlim permitiu-nos
um encontro histórico com o cinema
resistente e sempre perturbador do mestre
polonês Andrzej Wajda. O grande
mestre sobreviveu à Segunda Guerra
Mundial e ao terror nazista, onde viu
seu pai desaparecer para sempre e, depois,
à invasão soviética
e ao stalinismo que espalhou tentáculos
pelo seu devastado país. Em Berlim,
Wajda mostrou KATYN, em apresentação
especial, um filme que já nasce
um clássico e que ganha impulso
internacional também graças
à sua indicação
como um dos cinco filmes concorrentes
ao Oscar de língua estrangeira.
Em 2000 Andrzej Wajda recebeu Oscar
honorário em respeito à
sua longa carreira de filmes marcantes
e pontuais que clamaram por humanismo
e liberdade de expressão.
Andrzej
Wajda, 82 anos, só agora consegue
total liberdade para expressar a dor
da sua Polônia sobre um dos mais
terríveis massacres perpetuados
durante a Segunda Guerra Mundial. "Precisei
esperar o colapso do comunismo para
revelar a verdade", disse Wajda
no seu encontro com a imprensa em Berlim.
Os soviéticos planejaram friamente
o massacre de 22 mil de oficiais poloneses,
mortos um a um com um tiro na cabeça,
na floresta de Katyn, perto de Smolensk,
na Rússia. Mas até o fim
do seu império fizeram propaganda
enganosa e lavagem cerebral para atribuir
a responsabilidade do genocídio
de toda uma geração de
intelectuais e técnicos poloneses
aos nazistas.
"Faço
o meu cinema como sempre fiz há
50 anos", reagiu Wajda para afirmar
que não se trata de um filme
político. "Este é
um primeiro filme sobre um tema tabu,
mas é também sobre as
minhas memórias. Meu pai foi
uma das vítimas do massacre de
Katyn e está viva na memória
a imagem da minha mãe que nunca
perdeu a esperança de tê-lo
de volta da guerra. Minha mãe
e eu líamos todos os dias as
listas de nomes no jornal para ver se
aparecia o do meu pai. O que o serviço
secreto soviético fez foi destruir
de uma só vez toda uma geração
de intelectuais, que foi para ceifar
o potencial criativo e de resistência
de uma nação. Isto é
sempre repetido através da história
em várias épocas. Até
hoje a Polônia sofre as conseqüências
destas perdas irreparáveis".
O
episódio lembra que o plano de
eliminar os intelectuais poloneses ofereceu
uma oportunidade única aos nazistas
e stalinistas. Em 1º de setembro
de 1939 o exército alemão
ocupa o leste da Polônia. Algumas
semanas depois é a vez do Exército
Vermelho invadir o país graças
ao pacto Hitler-Stalin. Ato seguinte
o Exército Vermelho, com o cinismo
amigo da proteção, oferece
custódia a todos os reservistas,
militares graduados e intelectuais para
logo deportá-los à URSS.
"Meu
avô também foi executado
nesta guerra", completou a atriz
Maja Ostaszewska, a principal no filme,
que interpreta a esperançosa
Anna, que busca desesperada o paradeiro
do marido oficial. Wajda lembra ainda
que "não só poloneses
foram mortos em Katyn. O terror soviético
massacrou mais um incontável
número de pessoas no mesmo lugar,
ucranianos e de muitos outros perseguidos
pelo terror stalinista, que igualmente
precisam ter suas histórias reveladas".
O
massacre de Katyn é conseqüência
do pacto de Hitler e Stalin, cada lado
com seus planos secretos de supremacia
e dominação mundial. Do
lado alemão da invasão
polonesa também houve um massacre
implacável - contra a geração
de intelectuais mais idosos, professores
universitários em Cracóvia,
como mostra o filme. "O cinema
sempre retratou as crueldades da guerra,
mas só falou das atrocidades
cometidas pelos alemães. A escola
polonesa de cinema pelo menos sempre
fez seus filmes com esta visão.
Quem sabe agora", diz Wajda, "isto
também seja uma lição
de cinema para seguir adiante para mais
revelações". E o
mestre Wajda completa: "Este filme
completa a minha carreira. Se fizer
um novo filme talvez trate de um flagelo
contemporâneo. Estou observando
que mais de dois milhões de poloneses
deixaram o país nos últimos
anos em buscar de melhores oportunidades
no estrangeiro. Este êxodo pode
ser um bom argumento para o meu próximo
filme".
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Trailer
com legendas em Inglês
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Catrin
Möderler (rw)
Mais Festival de Berlim em http://www.berlinale.de
Link relacionado:Massacre
da Floresta de Katyn (artigo)
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O General do Diabo - 1955
-
(artigoabril/08)
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General
Harras era o melhor
oficial na Força
Aérea de
Hitler. Ele manteve
a lealdade à
pátria
apenas pelo amor
à aviação,
pois há
muito tempo já
não acreditava
mais na vitória
nazista. Ele ordenou
a luta aos seus
soldados e, conseqüentemente,
foi o responsável
pela sua morte.
Enquanto a Wehrmacht
dependia de seu
trabalho, Harras
tinha algumas
mordomias. Com
elas, tentou salvar
vidas.
Inspirado pela
história
do general-aviador
alemão
Ernst Udet, pouco
depois do final
da Segunda Guerra
Mundial, o dramaturgo
Carl Zuckmayer
escreveu o drama
de guerra Des
Teufels General
(O General do
Diabo).
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O Lapa Azul - (artigo jan/08) |
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Há
63 anos, um grupo
de homens de Juiz
de Fora e região
foi enviado à
Itália
para combater
o exército
nazi-fascista,
durante a II Guerra
Mundial. Entre
voluntários
e convocados pelo
Governo - na sua
maioria agricultores
e pequenos comerciantes
-, os jovens mineiros
integraram o III
Batalhão
do 11º Regimento
da Infantaria
de São
João del
Rei. Conhecido
como Lapa Azul,
esse grupo de
jovens lutou pela
democracia e colaborou
para que a atuação
da Força
Expedicionária
Brasileira (FEB)
na guerra fosse
vitoriosa.
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Joyeux Noël / Feliz Natal
- (artigo dez/07) |
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Na
grande guerra
de 1914/18, houve
um cessar-fogo
na noite de Natal.
Foi na França,
ocupada pelos
alemães.
Franceses e seus
aliados escoceses,
mais os alemães,
matavam-se nas
trincheiras quando
um casal de cantores
líricos
da Alemanha tomou
a iniciativa de
entoar canções
natalinas, o que
levou ao cessar-fogo
que durou somente
aquela noite,
a do Natal de
1914. Inimigos
abraçaram-se
e confraternizaram.
O caso - localizado
- foi tratado,
literalmente,
como segredo de
guerra. Revelado,
deu origem ao
filme de Christian
Carion.
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Valkyrie - (artigo nov/07) |
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Começou
a ser rodado,
no aeroporto de
Tempelhof, na
capital alemã,
o novo filme protagonizado
por Tom Cruise:
Valquíria.
O ator norte-americano
interpreta o herói
da "resistencia"
alemão
Claus von Stauffenberg,
o homem que a
20 de Julho de
1944 tentou assassinar
Adolf Hitler.
Nos últimos
dias, Berlim e
Brandenburgo têm
sido cenário
de cenas desta
grande produção,
tal como a localidade
de Klein-Köris,
a 60 quilómetros
da capital, onde
foi construída
uma réplica
do esconderijo
de Stauffenberg.
Cruise queria
filmar mais cenas
no centro de Berlim,
como por exemplo
em Bendlerblock,
local onde Claus
von Stauffenberf
foi executado,
mas o Governo
alemão
não autorizou.
O ministro da
Defesa, Franz-Josef
Jung, entende
que filmar nos
locais históricos
daria mais autencidade
ao filme, mas
retiraria dignidade
ao local.
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