Blitzkrieg
Sudden Strike
Panzers
Hidden Stroke II
Camisetas - PzD
Livros
DVDs
Games
Mapas
Wallpapers
Demos
   

 

Tanque PzKpfw V Pantera PzKpfw V ou SdKfz 171
Origem Alemanha.
Tripulação Cinco (5).
Armamento Um canhão KwK 42 1170 de 75 mm; duas metralhadoras MG 34 de 7,92 mm; uma metralhadora MG 34 AA opcional no alto da torre. Blindagem· Mínima: 20 mm; máxima: 120 mm.
Dimensões Comprimento; 6,68 m; largura: 3,3 m; altura: 2,95 m.
(Essas dimensões relacionam-se ao Ausf G.l )
Peso 44 800 kg.
Pressão sobre o solo 0,88 kg/cm2.
Potência/peso 15,62 cv/t.
Motor Maybach HL 230 P 30 V-12 a gasolina, refrigerado a água, desenvolvendo 700 cv a 3.000 rpm.
Desempenho Velocidade em estrada: 46 km/h;
velocidade em terreno acidentado: 24 km/h;
alcance: 177 km.
obstáculo vertical 0,9 m; transposição de vala: 1,9 m; profundidade de vau: 1,4 m; ângulo máximo: 35°.

Histórico - A serviço do exército alemão de 1943 a 1945. Também usado pela França e União Soviética após a guerra. Um pequeno número de Panteras, provavelmente cinco, e provavelmente Modelo G, foram vendidos a Hungria em 1944, quando um único Pantera foi vendido para a Súiça em 1943, embora este não confirmado. Em fevereiro de 1943, o MAN permitiu que Fiat-Ansaldo italiana também produzisse os Panteras, mas a produção nunca ocorreu devido à rendição italiana em setembro de 1943.

Até a invasão da União Soviética, o PzKpfw IV era o mais pesado tanque do exército alemão. No início de outubro de 1941, surgiu o novo tanque soviético T-34, que tornou o PzKpfw IV obsoleto. A blindagem inclinada, a velocidade e a manobrabilidade do T-34 provocaram uma profunda mudança de opinião por parte dos alemães e uma nova especificação foi esboçada.

"
Depois de assumir as funções de Comandante-Chefe do Exército, em dezembro de 1941, Hitler começou a ter ingerência - a qual aumentou com o decorrer do tempo - no desenvolvimento técnico dos armamentos. Sua atenção dirigia-se especialmente, às fôrças blindadas. Os dados que se seguem são provenientes, em sua maioria, dos relatórios do anterior Assistente-Chefe (Hauptdienstleiter) Saur, que trabalhou junto a Albert Speer, o Ministro de Armamentos e de Produção de Guerra. Estes relatórios mostram a ansiedade de Hitler em promover o aperfeiçoamento do material bélico; lançam também alguma luz sobre o seu estranho caráter, e são por tudo isto documentos interessantes. Como relatei anteriormente, equipes de engenheiros, industriais e oficiais do Serviço de Material Bélico visitaram o II Exército Panzer em novembro de 1941, com o objetivo de estudar em primeira mão nossa experiência de combate com o superior carro russo T-34 e decidir quanto às medidas a tomar, para que recuperassemos a supremacia técnica sobre os soviéticos. Os oficiais que combatiam na frente opinavam que o T-34 fosse simplesmente copiado, pois este seria o mais rápido caminho para corrigir a triste situação de nossas tropas blindadas: mas os engenheiros não podiam concordar com uma solução tão simplista. A razão desta atitude não era - como se poderia supor - o natural orgulho dos técnicos pelas suas próprias criações, mas a impossibilidade de produção em massa de certos elementos essenciais do T-34, em particular os motores diesel de alumínio, com a necessária rapidez. Também no que se referia a certos tipos de aço, nós estávamos em desvantagem, pela carência de matérias-primas.

Conseqüentemente adotou-se a se-guinte solução: continuaria a produção do carro "Tigre", um modelo de cerca de 60 toneladas, que recentemente havia sido iniciada; ao mesmo tempo, se estudaria a construção de um carro intermediário - cujo nome seria "Pantera" - e que pesaria de 35 a 45 toneladas. No dia 23 de janeiro de 1942 o projeto deste carro foi submetido à apreciação de Hitler. Nesta oportunidade o Führer ordenou que se aumentasse a produção de carros de combate para o nível de 600 unidades mensais. Em maio de 1940 este nível, incluídos aí todos os tipos, era de 125 unidades por mês. A análise dos números acima mostra que o crescimento da produção em uma indústria que se dedicava à fabricação de um artigo tão essencial para o prosseguimento da guerra foi muito pequeno durante um período de quase dois anos; este fato, sem dúvida, proporciona uma prova que nem Hitler, nem o Estado-Maior do Exército, avaliavam com justeza a importância da participação dos carros no quadro das operações militares. Mesmo as grandes vitórias obtidas com a ajuda das tropas blindadas nos anos de 1939 a 1941 não despertaram nos líderes das fôrças armadas germânicas a necessária atenção.

Ainda durante a conferência do dia 23 de janeiro de 1942 Hitler expressou uma opinião que deveria tornar-se motivo de confusão para o futuro em seu conhecimento, tanto no setor de aperfeiçoamento técnico, como no de emprego operativo de carros de combate. Ele acreditava que os projetis de carga ôca, que estavam sendo produzidos para entrega à artilharia, e que demonstravam possuir elevado poder penetrante em chapas blindadas, resultariam em considerável decréscimo na capacidade de combate dos carros. Admitindo que esta nova granada produzisse o que dela se esperava, a solução seria obter a preponderância em artilharia autopropulsada, e nesta ordem de idéias parecia conveniente destinar maior número de chassis para a montagem daquelas peças de artilharia. Baseando-se em tais considerações, ele ordenou que se tomassem as medidas executivas dentro das diretrizes acima enunciadas. "
- Consideraçãoes do General Guderian - Encarregado no desenvolvimento da arma panzer em janeiro de 1942 a fevereiro de 1943 (Panzer Líder - Bliblioteca do Exército Editora - RJ /1966 - tradução Maj. Kleber Frederico de Oliveira).

Vários projetos foram submetidos a exame, com os primeiros modelos de testes apresentados em setembro 1942 e o projeto da MAN (Maschinenfabrik Augsburg Nuernberg) foi escolhido para a produção. Houve necessidade das usuais e inúmeras modificações. decorrentes do desempenho do protótipo e, estimulada pessoalmente por Hitler, a MAN lançou o primeiro veículo de série em janeiro de 1943, porém, a Daimler-Benz teve de auxiliá-la na produção. Daí em diante, a produção avançou rapidamente, mas nunca atingiu a ambiciosa meta de 600 unidades ao mês, estabelecida por Hitler. Havia muitas dificuldades iniciais: o motor e a suspensão dos primeiros modelos eram sobrecarregados pelo excesso de peso, a refrigeração era inadequada, os motores se incendiavam e as bordas das rodas apresentavam problemas. Quando o Pantera entrou em ação pela primeira vez, em julho de 1943, em Kursk, foi por insistência de Hitler e o resultado foi desanimador. A maioria enguiçou na viagem da estrada de ferro até à frente e poucos sobreviveram ao confronto. O que se pode salvar (43 de um lote inicial de 250) foi mandado de volta à fábrica para ser reconstruído. Os modelos posteriores corrigiram as falhas dos primeiros e o Pantera logo se tornou um tanque de qualidade, sendo muito superior ao T-34/76 e muito popular entre seus tripulantes.

O casco era um tanto convencional, à moda alemã, com uma grande couraça frontal fundida em uma só peça, na qual havia originalmente dois orifícios, um para o artilheiro de casco e outro para o piloto. O modelo G possuía apenas o orifício do artilheiro com o piloto usando um periscópio. A torre dispunha de uma boa inclinação, apesar de ser muito apertada, mas o comandante contava com uma boa cúpula. A couraça frontal da torre era maciça, com pequenos orifícios para a metralhadora coaxial e para o visor binocular do artilheiro. Na frente, a proteção era excelente.
A suspensão consistia em rodas intercaladas apoiadas em barras de torção, o que dava ao Pantera uma configuração melhor do que qualquer tanque alemão da segunda guerra. O problema é que as rodas congelavam, ao atolarem na neve durante o inverno russo, imobilizando assim o veículo. A manutenção, por sua vez, era mais complicada, já que as rodas externas tinham de ser removidas para permitir o acesso às rodas internas. A direção era feita através de freios a disco, operados hidraulicamente e engrenagens epicíclicas para cada lagarta, o que permitia parar cada uma delas separadamente sem perda de potência. Isso era uma adaptação do sistema Merritt-Brown, mas muito mais complexa no projeto.
O canhão longo de 75 mm, para o qual havia 79 salvas, podia penetrar 120 mm de blindagem inclinada a 1 000 m de distância, o que, aliado à proteção da blindagem frontal, permitia ao Pantera manter-se fora do alcance dos tanques aliados e destruí-los sem se expor.

A comparação dos Panteras alemães com os novos T-34/85 e o JS-II (122mm), em 23 março de 1944, indicou que: "O Pantera é distante superior ao T34-85 para o fogo frontal (a Pantera Ausf G poderia penetrar o blindagem frontal do T-34/85 em 800m, quando T-34/85 só poderia penetrar a blindagem frontal do Pantera Ausf G em 500m) e com uma boa vantagem sobre o JS-II no tiro a distancia em função da melhor precisão da mira ópitca e superior e a quantidade de salvas (29 no JS-II), apesar da superioridade do canhão de 122mm contra o 75mm do Pantera. Em 1943 e até início de 1944, a Pantera podia destruir qualquer tanque inimigo na distancia aproximada de 1000m, quando os Panteras eram conduzidos por grupo de veteranos, estes relataram a taxa de acerto de 90 por cento em distâncias até 1000m. O exército norte-americano calculou que eram necessários 5 (cinco) Sherman ou de uns 9 (nove) T-34s para destruir um Pantera.

Os soviéticos capturaram algumas variantes do Pantera, e reequiparam algumas de suas próprias unidades de tanques, tais como: Companhia de Guarda do Tenente Sotnikov. Esta unidade usou Panteras capturados até a primavera de 1945, quando tiveram 3 Ausf As operando em Praga - distrito de Varsóvia. Os soviéticos tinham uma consideração tão elevada do Pantera que a captura de um, em condições de uso, era considerado um grande prêmio. Os Panteras capturados eram dados então as unidades bem sucedidas como um tipo da recompensa. A fim mantê-los operacionais os mecânicos alemães capturados eram pressionados a trabalhar para os russos. Em 1944, o manual da Pantera foi imprimido no idioma Russo para a distribuição entre grupos do tanque. Os veículos capturados, temporariamente mantinha suas suas cores originais mas com marcas dos seus novos proprietários. Mais tarde, alguns foram repintados na cor verde escuro e foram marcados com marcas táticas grandes e as estrelas brancas para finalidades do indentification

Pantera Ausf A do tenente Sotnikov, Polonia, 1945

Após 1943, os alemães precisavam mais de tanques em quantidades do que de modelos aperfeiçoados, assim o Pantera foi simplificado para facilitar a produção. As laterais do casco foram inclinadas ainda mais, a blindagem da couraça frontal da torre aumentada para evitar que projéteis ricocheteassem no teto, e a caixa de mudanças aperfeiçoada para corrigir o problema do excesso de peso. Apesar de sua complexidade e do alto custo de sua produção, o Pantera foi um projeto bem-sucedido e muitos consideram-no o melhor tanque construído durante a segunda guerra. Ele era um poderoso complemento do PzKpfw IV para as formações blindadas e só pôde ser realmente derrotado com a supremacia do poderio aéreo aliado.

Pantera capturado sendo inspecionado por soldados e oficiais Soviéticos. Nota-se que os soldados soviéticos pintaram a palavara TIG (tigre em russo) na parte dianteira do Pantera. Em 1943/44, para todo o soldado comum sovético os Panzers alemães eram chamadados de “tigres” e todos os tanques de assalto eram “Ferdinands”, e todos os soldados alemães eram chamados genericamente de “Fritz” ou “Gans”.

Pantera em ação!
Em 13 de setembro de 1943, sete Panteras do 1º batalhão do 2º Regimento da 2ª Divisão SS Panzer "Das Reich", comandado por SS Hauptsturmfuehrer Holzer (torreta número 101), lutaram com um grupo de uns 70 tanques T-34 soviéticos perto de Kolomak na Ucrania. Durante longos 20 minutos e Panteras do destruíram uns 28 tanques T-34 sem nenhuma perda.

Durante a batalha em torno de Siedlce (uma cidade no leste da Polônia localizada no Voivodato de Mazóvia. A cidade remonta pelo menos ao século XIV e teve mais de 50% de seus edifícios destruídos durante a Segunda Guerra Mundial) em 28 e 29 de julho de 1944, o 2° batalhão do 5° Regimento da 5ª Divisão SS Panzer "Wiking", destruiu uns 107 tanques soviéticos (Incluindo: T-34s, Shermans e Valentines), com seis baixas (um Pantera e cinco PzKpfw IV).

O ás mais notável do Pantera era SS-Oberscharfuehrer Ernst Barkmann da 2ª Divisão Panzer SS "Das Reich". Por suas ações na Europa ocidental, especialmente em Normandia e em Ardennes, recebendu a cruz de cavalheiro. Os Panteras provaram ser uma excelente arma. Um projeto que influenciou muitos engenheiros ocidentais pós guerra e pode ser considerado um dos primeiros MBT (carro principal de combate). Após a guerra, muitas unidades de tanques do exército frances foram equipadas com as Panteras (por exemplo: o batalhão 503 de tanques em Mourmelon teve 50 Panteras em 1947 e o 501rd usou os Panteras de 1946 a 1950). Outros usuários pós guerra incluam: Bulgária, Checoslováquia, Hungria, Romania e Iugoslávia.

Colors
5 SS Pz.Div. Wiking - abril de 1944
SPzABT 653 - Galizien abril de 1944
I/Pz.Rgt.4 Anzio/Nettuno Itália abril de 1944
SS Pz.Rgt.1 LSSAH França julho de 1944
5 SS Pz.Div. Wiking julho de 1944
Pz.Rgt. GrossDeutschland - maio de 1944
I/Pz.Rgt.24 Fança 1944
Berlin 1945
Beobachtungspanzer Panther
Pz.Rgt. 22 Stabskompanie -fevereiro de 1945
   
::: Ases de Panther:::

SS-Oberscharfuehrer Ernst Barkmann
Nasceu em Kisdorf em Holstein em 25 de agosto de 1919.
Filho de de um fazendeiro local. Em 1° de Abril de 1936, Ernst Barkmann alistou-se SS-Standarte Germania como voluntário e após três meses do treinamento incorporou-se ao batalhão III do Standarte em Radolfszell. Barkmann fez parte da campanha polonesa em 1939 e servia na 9º Compania da SS-Standarte Germania, ferido em combate. No outono de 1941, Barkmann foi ferido seriamente durante uma luta perto de Dnieprpetrowsk (operação Barbarossa) e recebeu a cruz do ferro (segunda classe).

No final de 1941, Barkmann foi transferido para a Holanda como um instrutor. Mas em 1942, ofereceu-se para o serviço num Regimento de Panzer da divisão. E Ernst Barkmann retornou para fronte oriental no inverno de 1942 e foi transferido para a 2o Compania do 2o Regimento Panzer da 2ª Divisão Panzer SS "Das Reich". A divisão foi equipada com os tanques de Panzer III (canhão de 50mm). Em 1943, o 2o Regimento Panzer fez parte na batalha por Kharkov, onde Barkmann ganhou a cruz do ferro (primeira classe). Em meados de 1943, Barkmann foi transferido para 4ª Compania que fora equipado com os novos tanques Panzer V ou os Pantera.

Em Julho de 1944, a Divisão Panzer SS Das Reich transferida para a França, na região de Saint Lo, para conter o avanço americano. Em 08 de julho, Barkmann destruiu seu primeiro tanque aliado, um Sherman perto de St.Lo.

Também participou da ofensiva de Ardennes em dezembro de 1944 .
Em março de 1945 ele foi novamente transferido para o fronte russo. Durante sua carreira muito bem sucedida, Ernst Barkmann ganhou a Cruz do Cavalheiro pela sua bravura e habilidades. Ele Sobreviveu a guerra e foi viver em Kisdorf, Alemanha.
 

 

 
Vídeo de Propaganda comparando o Panther com o M3 americano.
 
 

Bibliografia / Fotografias :

Squadron Signal Books - Panther in Action
Achtung Panzer - http://www.achtungpanzer.com
Panzer Divisional Markings -http://germandressdaggers.com/
Panzer Líder - General Heinz Guderian - Bliblioteca do Exército Editora RJ Tradução: Major Kleber Frederico de Oliveira.
Guia de Armas de Guerra - Tanques da Segunda Guerra Mundial Vol 1 - Nova Cultural - 1986
Salamander Books Ltd. United Kingdom

Artigos relacionados

::: Tiger I
::: Panzers

Wallpaper - Panzer V - Panther
800 x 600
1024 x 768
1280 x 960

Waffen-SS Soldados da Morte
Autor: Jonh Keegan
"A atitude nas SS deve ser a de um lutador que ame a luta, seja esta qual for; absolutamente obediente e emocionalmente duro; que despreze os racialmente inferiores e os que não pertecem à Ordem SS; que mantenha os mais sólidos laços de camaradagem e nada considere com impossível."
Valor: R$ 25,00 + postagem
OBS.: Livro fora de catálogo, semi-novo. A confirmar estoque.
:::solicitar....
 
Design by R.Fan Brasil - © 2006 BrasilSaintGermain - Direitos Reservados