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Pouco se fez para desenvolver armas anticarro imediatamente
após a Primeira Guerra Mundial. Só a partir
do rearmamento alemão, na década de 1930,
esse aspecto da guerra terrestre mereceu consideração
mais sistemática. Mesmo assim, a principal diretriz
de desenvolvimento estava no campo da artilharia leve
e não no das armas portáteis de pelotão.
A principal exceção foi um fuzil anticarro
polonês de grande eficiência, o Maroschek,
que apareceu em 1935.
Os
britânicos, que inventaram o carro de combate
e elaboraram boa parte da doutrina tática referente
a seu uso, não fizeram quase nada para desenvolver
defesas contra a arma que produziram, limitando-se a
referências rituais sobre a necessidade da defesa
anticarro. Nas raras ocasiões em que algum velho
tanque aparecia nas manobras, o pelotão mais
próximo (que provavelmente consistia em um sargento,
um soldado raso e uma grande bandeira amarela) simplesmente
desdobrava uma bandeira verde menor, com uma cruz em
diagonal (indicando que possuía uma arma anticarro
não especificada) e deixavam para algum árbitro
que passasse a decisão sobre quem se saíra
melhor no confronto. A introdução do fuzil
anticarro Boys, inspirado no Maroschek polonês,
significou agradável surpresa para a infantaria
britânica. Os carros de combate foram usados em
larga escala na Guerra Civil Espanhola, mas de novo
a ênfase, nas armas anticarro, se dirigiu para
a artilharia, e não para as armas leves. Houve
bastante improvisação, variando de trilhos
de aço jogados entre as lagartas dos veículos
até cargas de alto explosivo ou incendiárias.
Tais recursos ofereceram brilhantes idéias para
os exércitos de outras nações,
mas não trouxeram contribuições
significativas.
APERFEIÇOAMENTOS DA SEGUNDA
GUERRA
A eclosão da Segunda Guerra Mundial
encontrou os principais participantes sem armas anticarro
leves e eficientes. Houve uma corrida para desenvolvê-las,
mas também aconteceram grandes aperfeiçoamentos
no projeto dos carros de combate: estes e as armas anticarro
continuaram em sua luta pela superioridade. Um aspecto
que logo se tornou evidente foi a quase total ineficácia
do fuzil anticarro, exceto contra tanques de blindagem
mais leve. Por volta de 1941, o obus sólido de
910g, utilizado por canhões anticarro de batalhão,
quase não penetrava os novos tanques alemães
- não foi surpresa, portanto, que o projétil
de 60g do fuzil Boys também não o conseguisse.
Embora armas desse tipo tivessem mostrado
bom desempenho na Guerra Civil Espanhola - o grande
laboratório de testes para a indústria
bélica alemã - e mesmo na rápida
investida sobre a Polônia, fracassaram contra
os carros de combate britânicos, com blindagem
mais eficiente, em 1940. Dessa maneira, precisou-se
recorrer a canhões de artilharia para enfrentar
os carros de combate. Depois das campanhas tipo Blitzkrieg
de 1940, os alemães se esforçaram para
melhorar seu poderio anticarro, mas quase todas as idéias
se inclinaram para a busca de canhões maiores,
descuidando-se das armas portáteis da infantaria.
Isso não importou muito no norte da África,
onde a maior parte dos combates colocou os carros em
confronto direto. Somente quando a infantaria alemã
teve de enfrentar carros de combate soviéticos
mais modernos é que transpareceu toda a sua falta
de proteção anticarro. E, tal como ocorrera
em 1916, eles precisaram improvisar, na tentativa de
parar os blindados soviéticos.
Um velho ditado diz que a melhor defesa
contra um carro de combate é outro carro de combate;
e provavelmente foi isso que passou pela cabeça
dos homens do alto comando alemão que planejaram
tal modelo de equipamento, na década de 30. As
armas anticarro da infantaria alemã já
estavam um tanto obsoletas, na verdade nem melhores
nem piores que as de seus inimigos. Elas consistiam
principalmente em fuzis anticarro, produzidos numa escala
semelhante à do britânico Boys, junto com
uma quantidade de canhões anticarro de 37 mm
utilizados a nível de regimento.
Nessas condições; o Eixo
e os aliados voltaram-se para os rojões de alto
explosivo como única alternativa. A velocidade
não era essencial, de modo que as armas apropriadas
podiam ser razoavelmente leves e portáteis. Os
britânicos adotaram, em 1942, o PIAT (Projector
Infantry Ant Tank, lança-rojão anticarro
de infantaria).
Na mesma época, em 1942, os alemães
se viram favorecidos por um feliz acaso: os americanos
produziram um lança-rojão tubular, quase
universalmente chamado de "bazuca" (do inglês
bazooka). Os Estados Unidos despacharam uma carga de
seus modernos lança-rojões ("bazucas")
para seus aliados comunistas, e alguns caíram
nas mãos da Wehrmacht junto com uma boa quantidade
de munição (*algumas versões da
história indicam que foi no norte da áfrica
que essas bazucas cairam nas mãos dos alemães).
Imediatamente os alemães perceberam o potencial
da nova forma de abordagem à guerra anticarro
e em poucos meses desenvolveram uma versão aperfeiçoada
da arma, que enviaram para equipar suas tropas no leste.
A versão alemã era o panzerschreck,
(Panzerbuchse). Seguiu-se uma versão mais leve,
a Panzerfaust, eficaz mais muito impopular entre oficiais
e soldados por causa de sua tendência à
detonação prematura. Os soviéticos,
talvez baseando suas doutrinas táticas nas lições
da Espanha, confiaram principalmente na artilharia leve
e nas granadas de alto explosivo. A obsolescência
definitiva do fuzil anticarro marcou o fim do período
das armas a leves anticarro apropriadas a pelotões.
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Tanque IS2 soviético
ainda fumegando, neutralizado por uma equipe SS
panzerschreck
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Embora de aparência e funcionamento
semelhantes ao protótipo americano, a arma germânica
tinha calibre maior e disparava um rojão duas
vezes mais pesado e de penetração muito
melhor. Ela se mostrou bastante eficiente até
mesmo contra os mais possantes carros de combate soviéticos,
além de apresentar grande desempenho contra casas
e casamatas. Embora fosse leve o bastante para ser transportada
e operada por apenas um soldado, um segundo homem atuava
como municiador e transportava os rojões. Sua
principal desvantagem era a ignição do
rojão que continuava pelos primeiros 2 ou 2,5
m após deixar o tubo, expondo o soldado às
chamas e gases.
O primeiro modelo foi o RPzB 43, que
foi 164 cm de comprimento e pesava cerca de 9,25 kg
quando vazia. Os operadores das RPzB 43 tiveram de usar
um protector poncho e uma máscara de gás
sem um filtro para protegê-los do calor do backblast
quando a arma foi disparada. Em outubro de 1943, ele
foi sucedido pelo RPzB 54 que foi equipado com um alto-escudo
para proteger o operador. Esta foi pesada e pesava 11
kg vazia. Este foi seguido pelo RPzB-54 / 1 com um foguete
melhorado, e uma gama mais curto barril aumentou para
cerca de 180 metros.
Disparando o RPzB gerou uma grande quantidade
de fumaça tanto na frente e por trás da
arma. Por causa da arma do tubo e do fumo, as tropas
alemãs apelidado é o Ofenrohr ( "Estufa
Pipe"). Isto também significa que Panzerschreck
equipes foram revelados, uma vez que eles dispararam,
tornando-os alvos que obrigava-os a mudança posições.
Este tipo de sistema também tornou problemática
a disparar a arma dentro de espaços fechados
(como bancas ou casas), enchendo o quarto com fumaça
tóxica e revelando o local imediatamente. Isto
contrastava com os britânicos PIAT's complicados,
mas não fumadores sistema, ou o rebentamento
Panzerfausts curto lançamento sistema.
O Panzerschreck foi uma arma eficaz
o projétil poderia penetrar mais de 200 mm de
blindagem, como a que se verifica nos grandes tanques
soviéticos, como o IS-2. O projetil pesava 7.25lb,
3,3 kg geralmente suficiente para destruir qualquer
veículo blindado Aliado. Quando manipulados por
pessoal bem treinado, esta arma se tornou o o terror
das unidades blindadas aliadas, que muitas vezes tentou
improvisado adicionando na proteção dos
seus tanques, por exemplo, sacos de areia ou camas de
metal. A maior parte destes artificos de proteção
teve pouco efeito real.
No decorrer a guerra surgiu uma versão
experimental, com calibre muito maior - 100 mm, em vez
dos 88 mm da arma padrão. Porém o maior
tamanho fez subir o peso para 13,6 kg, e essa carga
adicional para o lançador não resultou
num correspondente ganho em termos de alcance e efeito
sobre o alvo. Assim, em pouco tempo a nova versão
foi abandonada, com o retorno ao modelo original.

Comprimento: 1.638 mm
Peso: 9,3 kg
Calibre: 88 mm
Alcance: 150 m
Peso do projétil: 3,18 kg
Penetração: 100/180 mm (depedendo da versão)
Fonte: Modernas Armas Leves
Titulo Original - Modern Small Arms
Autor: Major Frederick Myatt - Oficial do Royal Berkshire
Regimento - Comissionado em 1940
Editora Globo S.A. © 1987
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