Blitzkrieg
Sudden Strike
Panzers
Hidden Stroke II
Camisetas - PzD
Livros
DVDs
Games
Mapas
Wallpapers
Demos
   

 

Esta pequena vinheta evoca o personagem de "Lili Marlene" (ou, como no original em alemão, "Lili Marleen"), da famosa canção alemã que se tornou o hino extra-oficial dos soldados de infantaria do Afrika Korps e posteriormente de ambos os lados na Segunda Guerra Mundial.

A letra foi originariamente escrita em 1915 na forma de um poema por Hans Leip (*22.9.1893 em Hamburgo, †6.6.1983 em Fruthwilen) , um soldado alemão prestes a partir para a Fronte Russo. Em plena Grande Guerra, a vida era algo de muito precário e o amor uma coisa efêmera. Assolado pela saudade, Leip escreveu alguns versos, "das Lied eines jungen Soldaten auf der Wacht", e dedicou-os à namorada, uma tal Lili, filha do merceeiro da terra. Regressado são e salvo, Leip haveria de publicar em 1937 sua poesia em uma coletânea. As metáforas e a emoção do poema chamaram a atenção de Norbert Schultze (*1911 em Bransvique, †17.10.2002), impressionado pela imagem da amante que se despede do namorado de sentinela, Schultz transformou o poema em música em 1938.

A canção tem a sua primeira interpretação e gravação feita antes do começo da Segunda Guerra por uma cantora de Bremerhaven, Lale Andersen (Eulalia Bunnenberg). E vende apenas 700 exemplares, que passam mais ou menos despercebidos.

É apenas com a ocupação da Yugoslavia pela Wehrmacht e com a conseqüente criação da Rádio Belgrado que a canção ganha asas: o diretor da Rádio, o tenente Karl-Heinz Reintgen, executa a canção pela primeira vez a 18 de Agosto de 1941, a pedido de um amigo seu, combatente do Afrika Korps na Líbia. Por mero acaso, a Lili Marleen é ouvida por Rommel. O general alemão, comandante das forças alemãs no Norte de África, ele gosta tanto da canção que pede à Rádio Belgrado que a emita regularmente. E assim acontece: todos os dias, às 21:55, a emissão da Rádio Belgrado termina a suas transmissões com a Lili Marleen, para embevecimento dos militares alemães.

Os aliados escutaram a música e Lili Marlene se tornou a melodia favorita dos dois lados, a despeito do idioma. Os saudosos soldados eram levados às lágrimas pela voz da, até então, desconhecida cantora Lale Andersen, que se tornou uma estrela internacional. No entanto, a cantora mais famosa foi Marlene Dietrich, que começou a cantar a música em 1943.

Contudo, o teor nostálgico da canção não agrada a Goebbels, o Ministério da Propaganda proíbe a sua difusão com o argumento de que a Lili Marleen faz baixar o moral das tropas. Sob uma chuva de protestos, Joseph Goebbels tem de retratar-se e a canção passa vezes sem conta nas rádios alemãs, um verdadeiro hit fonográfico avant la lettre difundido para uma Europa a ferro e fogo.

A canção torna-se um ícone, não só para os alemães como igualmente para os ingleses. Quando o Exército britânico dá por conta, milhares e milhares dos seus Desert Rats cantam em surdina a Lili Marleen; e, para cúmulo, em alemão!

Preocupados com o efeito subversivo que a canção poderia ter, os britânicos fazem gravar apressadamente uma versão sua, interpretada pela diva a altura, Vera Lynn (ela é citada no álbum The Wall, dos Pink Floyd, a fazer uma perninha com o seu We'll meet again) numa versão de J. J. Phillips e Tommy Connor. A versão em inglês transmitida pela BBC às tropas aliadas, transformou a canção popular nos países aliados.. E assim o oitavo exército britânico acabou adotando a canção que era cantada também em hospitais militares e em toda linha de frente, em ambos os lados.

A canção foi traduzida em mais de 48 línguas, incluindo: o francês, Russo, italiano e o hebraico. Tito, posterior ditador da Yugoslavia, na época um guerrilheiro contra as forças do eixo, apreciava muito a canção. Inclusive nossos pracinhas [F.E.B.] cantavam a canção em uma versão em português, que foi adotada pelos nossos pára-quedistas.

Lili Marlene é certamente a canção a mais popular da guerra. Seu tema é universal. E por que é assim uma canção tão popular? A última palavra vem de Lale Anderson: "Pode o vento explicar porque se transformou numa tempestade?"

Lili Marleen (versão original em alemão)
Hans Leip, 1915

Vor der Kaserne
Vor dem großen Tor
Stand eine Laterne
Und steht sie noch davor
So woll'n wir uns da wieder seh'n
Bei der Laterne wollen wir steh'n
Wie einst Lili Marleen. (2x)

Unsere beide Schatten
Sah'n wie einer aus
Daß wir so lieb uns hatten
Das sah man gleich daraus
Und alle Leute soll'n es seh'n
Wenn wir bei der Laterne steh'n
Wie einst Lili Marleen. (2x)

Schon rief der Posten,
Sie blasen Zapfenstreich
Das kann drei Tage kosten
Kam'rad, ich komm sogleich
Da sagten wir auf Wiedersehen
Wie gerne wollt ich mit dir geh'n
Mit dir Lili Marleen. (2x)

Deine Schritte kennt sie,
Deinen zieren Gang
Alle Abend brennt sie,
Doch mich vergaß sie lang
Und sollte mir ein Leids gescheh'n
Wer wird bei der Laterne stehen
Mit dir Lili Marleen ? (2x)

Aus dem stillen Raume,
Aus der Erde Grund
Hebt mich wie im Traume
Dein verliebter Mund
Wenn sich die späten Nebel drehn
Werd' ich bei der Laterne steh'n
Wie einst Lili Marleen. (2x)
Lili Marleen (tradução da versão alemã)
M. Moreira Jr., 2003

Em frente ao quartel
Diante do portão
Havia um poste com um lampião
E se ele ainda estiver lá
Lá desejamos nos reencontrar
Queremos junto ao lampião ficar
Como outrora, Lili Marlene. (2x)

Nossas duas sombras
Pareciam uma só
Tinhamos tanto amor
Que todos logo percebiam
E toda a gente ficava a contemplar
Quando estávamos junto ao lampião
Como outrora, Lili Marlene. (2x)

Gritou o sentinela
Que soaram o toque de recolher
(Um atraso) pode te custar três dias
Companheiro, já estou indo
E então dissemos adeus
Como gostaria de ir contigo
Contigo, Lili Marlene (2x)

O lampião conhece teus passos
Teu lindo caminhar
Todas as noites ele queima
Mas há tempos se esqueceu de mim
E, caso algo ruim me aconteça
Quem vai estar junto ao lampião
Contigo, Lili Marlene ? (2x)

Do tranquilo céu,
Das profundezas da terra
Me surge como em sonho
Teu rosto amado
Envolto na névoa da noite
Será que voltarei para nosso lampião
Como outrora, Lili Marlene. (2x)


Lili Marlene [ canção dos para-quedistas]
versão brasileira:
Cel Pqdt Manoel Cândido de Andrade Neto
ST Pqdt José Álvaro Diniz Nogueira

 

Sou voluntário da tropa aguerrida
Guerreiro-alado por toda a minha vida
Boina vermelha sou valente
Sou combatente, Que nada teme...
Pois sempre soube amar,
Amar Lili Marlene!

Quando o avião decola para o salto,
Vejo a amplidão do Brasil, do alto
E o meu coração vibrante
E o peito arfante
Para saltar...
E nunca mais deixar,
De amar Lili Marlene!

Preso ao velame do amigo camarada
Sinto pulsar o amor à Pátria amada...
Somente ela existe em mim,
Na voz altiva do teu clarim...
Também no amor
De amar Lili Marlene!

Chega ao combate e pronto a lutar,
O Pára-quedista só pensa em avançar...
Desce do espaço armado e livre
E para amar na vida
Amar Lili Marlene!
Se sou ferido, combato mesmo assim,
Com meu fuzil, atiro até o fim...
Mas continuo sempre amando
Quem não morreu, no coração
(Bis)
Que vive para amar
Amar Lili Marlene!

Para ouvir a versão em português:>> http://www.avbip.com.br
Nota: a versão cantada está diferente da versão em letra, provalvemente é uma primeira versão, realmente cantada pelo nossos pracinhas e depois reescrita pelos nossos pára-quedistas.

Para baixar mp3 em várias versões:>> The Official Lili Marleen Page

 
Design by R.Fan Brasil - © 2006 BrasilSaintGermain - Direitos Reservados